Dados do Ministério da Cidadania mostram que a pobreza extrema no país aumentou e já atinge 13,2 milhões de pessoas no Brasil (2019). Em 2014, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tirou o Brasil do Mapa da Fome, composto por países em que mais de 5% da população consome menos calorias do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ainda há o risco de que o país volte a fazer parte desse grupo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e 2017, a pobreza no Brasil passou de 25,7% para 26,5% da população. O número dos extremamente pobres, aqueles que vivem com menos de R$ 140 mensais, saltou, no período, de 6,6% para 7,4% dos brasileiros.
Segundo uma pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, completada em 2015, menos da metade da população brasileira acha que ONGs de caridade fazem um impacto positivo na sociedade (47%) e são competentes em seu trabalho (44%). Um número equivalente de cidadãos (40%) não tem confiança de que essas ONGs irão utilizar suas doações em seus supostos objetivos. Apesar disso, a maioria dos entrevistados (77%) afirmaram que tinham feito alguma doação durante o ano, sendo que a maioria dessas doações eram doações de bens materiais. Isso mostra que apesar da desconfiança existe uma grande parcela da população que está disposta a realizar ações de caridade.